Como parte das actividades transversais do Foro Social Galego, a Marcha Mundial das Mulheres organizou no sábado 6 de dezembro umha apresentaçom dos diferentes aspectos a considerar na elaboraçom dumha Lei Integral do Aborto: A luita polos direitos reprodutivos, umha rede efectiva de Centros de Planeamento Familiar, os aspectos legais e alternativas à despenalizaçom do aborto, e as diferentes perspectivas e pontos em comum dos diferentes colectivos que participaram nas jornadas organizadas na Corunha em Maio com motivo do Dia Internacional da Acçom pola Saúde das Mulheres.
Estabeleceu-se que os direitos das mulheres som direitos humanos e como tal tenhem de ser defendidos. As mulheres nom podemos ser criminalizadas por exercer o nosso direito a decidir livre e responsavelmente se queremos ter crianças ou nom, e de que maneira decidimos exercer a nossa sexualidade, tal e como está reflectido na conferência do Cairo de 1994 sobre populaçom e desenvolvimento. Tampouco podemos ser discriminadas por razons geográficas dependendo de se vivemos numha cidade como por exemplo Corunha, com um modelo a seguir de Centro de Planeamento Familiar, e com possibilidades de poder realizar um aborto com garantias sanitárias e humanas, ou se por acaso moramos numha localidade onde nom há centros de estas caracterÃsticas.
Falou-se das dificuldades e barreiras legais herdadas dum sistema jurÃdico e polÃtico patriarcal e conservador, e se propugérom alternativas baseadas em modelos europeus onde a informaçom, a co-educaçom sexual e afectiva desde crianças, a assistência sanitária, e os direitos da mulher prevaleceriam sobre prejuÃzos tirados doutras épocas.
Mas como vamos conseguir o nosso objectivo? Como vamos luitar contra a evidente campanha reaccionária contra o direito a decidir das mulheres? Vozes lá em Maio como neste acto saÃrom clamando o mesmo: ‘Temos que procurar objectivos comuns entre as mulheres, militemos ou nom, tenhamos as diferenças que tenhamos, e levar este tema adiante já’, ‘Os direitos das mulheres defendem-se nom só com pessoas que falam, mas com pessoas que tomam acçom’. É pois a nossa responsabilidade, como mulheres, como defensoras dos direitos humanos de construir estratégias de trabalho conjunto entre todos os colectivos feministas e de activismo do nosso paÃs para sair triunfantes desta a nossa luita.
A publicaçom das jornadas do aborto ‘O Direito a Decidir: Situaçom Actual e Alternativas à Despenalizaçom do Aborto’ nas quais baseamos a apresentaçom deste acto estará disponÃvel para começos do próximo ano.
