8 de Marzo, Día Internacional das Mulleres

Dende a Marcha Mundial das Mulleres na Galiza convocamos un ano máis á cidadanía a mobilizarse o 8 de Marzo na loita polos dereitos das mulleres:
Domingo 8 de marzo
Día Internacional das Mulleres

“AS MULLERES TRABALLAMOS, AS MULLERES CONTAMOS”
NON SOLUCIONAREDES A CRISE A COSTA DE NOSOS DEREITOS

A Marcha Mundial das Mulleres organiza os seguintes actos nas diferentes localidades galegas:

A Coruña
Sábado 7 marzo. Video forum 18:30 h “As mulleres ante a crise”. Casa Casares Quiroga (Rúa Panadeiras)
Domingo 8 marzo. Concentración 12:30 h. Obelisco
Compostela
Domingo 8 de marzo. Manifestación 12:00 h. con saída da Praza do Toural e chegada na Praza de Marzo
Ferrol
Domingo 8 de marzo. Manifestación 12:30 h. con saída da Praza Amada García (Edificio Xunta de Galiza) e chegada ao Cantón de Molins
Ourense
Sábado 7 de marzo. 19:00 h. Acto das mulleres na Praza Concepción Arenal (Xulgados) e posterior percorrido polo Paseo
Pontevedra
Sábado 7 de marzo. Concentración 20:00 h. na Praza 8 de Marzo
Vigo
Domingo 8 de marzo. Manifestación 12:00 h. con saída da Praza 8 de marzo

Fórum Social Mundial de 2009, Belém do Para, Brasil

Declaração da Assembléia de Mulheres

No ano em que o FSM encontra-se com a população da Pan-Amazônia, nós mulheres de diferentes partes do mundo, reunidas em Belém, afirmamos a contribuição das mulheres indígenas e das mulheres de todos os povos da floresta como sujeito político que vem enriquecer o feminismo a partir da diversidade cultural de nossas sociedades e conosco fortalecer a luta feminista contra o sistema patriarcal capitalista globalizado.

O mundo hoje assiste a crises que expõem a inviabilidade deste sistema. As crises financeiras, alimentar, climática e energética não são fenômenos isolados, mas representam uma mesma crise do modelo, movida pela superexploração o do trabalho e da natureza e pela especulação e financeirização o da economia.

Frente a estas crises não nos interessam as respostas paliativas e baseadas ainda na lógica do mercado. Isto somente pode levar a uma sobrevida do mesmo sistema. Precisamos avançar na construção de alternativas. Para a crise climática e energética, negamos a solução por meio dos agrocombustíveis e do mercado de créditos de carbono. Nós, mulheres feministas, propomos a mudança no modelo de produção e consumo.

Para a crise alimentar, afirmamos que os transgênicos não representam uma solução. Nossa proposta é a soberania alimentar e a produção agroecológica.

Frente à crise financeira e econômica, somos contra os milhões retirados dos fundos públicos para salvar bancos e empresas. Nós mulheres feministas reivindicamos proteção ao trabalho e direito à renda digna.

Não podemos aceitar que as tentativas de manutenção desse sistema sejam feitas à custa de nós mulheres. As demissões em massa, o corte de gastos públicos nas áreas sociais e a reafirmação desse modelo produtivo afeta diretamente nossas vidas à medida que aumenta o trabalho de reprodução e de sustentabilidade da vida.

Para impor seu domínio no mundo, o sistema recorre à militarização e ao armamentismo; inventa confrontações genocidas que fazem das mulheres botim de guerra e sujeitam seus corpos à violência sexual como arma de guerra contra as mulheres no conflito armado. Expulsa populações e as obriga a viver como refugiadas políticas; deixa na impunidade a violência contra as mulheres, o feminicídio e outros crimes contra a humanidade, que se sucedem cotidianamente nos contextos de conflitos armados.

Nós feministas propomos transformações profundas e radicais das relações entre os seres humanos e com a natureza, o fim da lesbofobia, do patriarcado heteronormativo e racista. Exigimos o fim do controle sobre nossos corpos e sexualidade.

Reivindicamos o direito a decidir com liberdade sobre nossas vidas e territórios que habitamos. Queremos que a reprodução da sociedade não se faça a partir da superexploração o das mulheres.

No encontro das nossas forças, nós nos solidarizamos com as mulheres das regiões de conflitos armados e de guerra. Juntamos nossas vozes às das companheiras do Haiti e rechaçamos a violência praticada pelas forças militares de ocupação. Nossa solidariedade às colombianas, congolesas e tantas outras que resistem cotidianamente à violência de grupos militares e das milícias envolvidas nos conflitos em seus países. Expressamos nossa solidariedade com as iraquianas que enfrentam a violência da ocupação militar norte-americana.

Nesse momento em especial, nós nos solidarizamos com as mulheres palestinas que estão na Faixa de Gaza, sob ataque militar de Israel. E nos somamos a todas que lutam pelo fim da guerra no Oriente Médio.

Na paz e na guerra nos solidarizamos às mulheres vitimas de violência patriarcal e racista contra mulheres negras e jovens.

De igual maneira, manifestamos nosso apoio e solidariedade a cada uma das companheiras que estão em lutas de resistência contra as barragens, as madeireiras, mineradoras e os mega-projetos na Amazônia e outras partes do mundo, e que estão sendo perseguidas por sua oposição legítima à exploração. Nos somamos às lutas pelo direito à água.

Nos solidarizamos a todas as mulheres criminalizadas pela prática do aborto ou por defenderem este direito. Nós reforçamos nosso compromisso e convergimos nossas ações para resistir à ofensiva fundamentalista e conservadora, e garantir que todas as mulheres que precisem tenham direito ao aborto legal e seguro.

Nos somamos às lutas por acessibilidade para as mulheres com deficiência e pelo direito de ir e vir e permanecer das mulheres migrantes.

Por nós e por todas estas, seguiremos comprometidas com a construção do movimento feminista como uma força política contra-hegemônica e um instrumento das mulheres para alcançar a transformação de suas vidas e de nossas sociedades, apoiando e fortalecendo a auto-organização das mulheres, o diálogo e articulação das lutas dos movimentos sociais.

Estaremos todas, em todo o mundo, no próximo 8 de março e na Semana de Ação Global 2010, confrontando o sistema patriarcal e capitalista que nos oprime e explora. Nas ruas e em nossas casas, nas florestas e nos campos, no prosseguir de nossas lutas e no cotidiano de nossas vidas, manteremos nossa rebeldia e mobilização.

Belém, 1 de fevereiro de 2009

Todas somos Palestina

Nen guerra que nos mate, nen paz que nos oprima

A Marcha Mundial das Mulleres formou parte das organizacións convocantes e participou con comitiva propia o pasado Domingo 18 de Xaneiro na manifestación nacional en apoio ao pobo palestino baixo un manifesto conxunto para exixir:

  • Que se impulsen políticas activas de solidariedade en favor de Palestina.

  • Que a Xunta de Galicia se pronuncie contra Israel e a favor do pobo palestino.

  • Que se declaren á embaixada e o Goberno Israelí non gratos en todo o territorio galego no seu conxunto; e concello por concello,

  • E que os medios de comunicación e a prensa internacional informen con imparcialidade e non a favor do sionismo .

Dende a Marcha tentamos dar voz ás nosas compañeiras palestinas a través das súas imaxes que levamos na nosa comitiva co gallo de facelas presentes na mobilización como xa o están sempre no corazón de todas nós.

Eis unhas imaxes da nosa participación en favor da paz e en defensa dos dereitos do pobo palestino:

Eis un video da comitiva na manifestación:

Máis información sobre a repercusión desta mobilización nos meios (tirada de Galiza por Palestina):

Por umha Lei Integral do Aborto

Como parte das actividades transversais do Foro Social Galego, a Marcha Mundial das Mulheres organizou no sábado 6 de dezembro umha apresentaçom dos diferentes aspectos a considerar na elaboraçom dumha Lei Integral do Aborto: A luita polos direitos reprodutivos, umha rede efectiva de Centros de Planeamento Familiar, os aspectos legais e alternativas à despenalizaçom do aborto, e as diferentes perspectivas e pontos em comum dos diferentes colectivos que participaram nas jornadas organizadas na Corunha em Maio com motivo do Dia Internacional da Acçom pola Saúde das Mulheres.

Estabeleceu-se que os direitos das mulheres som direitos humanos e como tal tenhem de ser defendidos. As mulheres nom podemos ser criminalizadas por exercer o nosso direito a decidir livre e responsavelmente se queremos ter crianças ou nom, e de que maneira decidimos exercer a nossa sexualidade, tal e como está reflectido na conferência do Cairo de 1994 sobre populaçom e desenvolvimento. Tampouco podemos ser discriminadas por razons geográficas dependendo de se vivemos numha cidade como por exemplo Corunha, com um modelo a seguir de Centro de Planeamento Familiar, e com possibilidades de poder realizar um aborto com garantias sanitárias e humanas, ou se por acaso moramos numha localidade onde nom há centros de estas características.

Falou-se das dificuldades e barreiras legais herdadas dum sistema jurídico e político patriarcal e conservador, e se propugérom alternativas baseadas em modelos europeus onde a informaçom, a co-educaçom sexual e afectiva desde crianças, a assistência sanitária, e os direitos da mulher prevaleceriam sobre prejuízos tirados doutras épocas.

Mas como vamos conseguir o nosso objectivo? Como vamos luitar contra a evidente campanha reaccionária contra o direito a decidir das mulheres? Vozes lá em Maio como neste acto saírom clamando o mesmo: ‘Temos que procurar objectivos comuns entre as mulheres, militemos ou nom, tenhamos as diferenças que tenhamos, e levar este tema adiante já’, ‘Os direitos das mulheres defendem-se nom só com pessoas que falam, mas com pessoas que tomam acçom’. É pois a nossa responsabilidade, como mulheres, como defensoras dos direitos humanos de construir estratégias de trabalho conjunto entre todos os colectivos feministas e de activismo do nosso país para sair triunfantes desta a nossa luita.

A publicaçom das jornadas do aborto ‘O Direito a Decidir: Situaçom Actual e Alternativas à Despenalizaçom do Aborto’ nas quais baseamos a apresentaçom deste acto estará disponível para começos do próximo ano.

Fotos do 25 de Novembro de 2008

O pasado 25 de novembro, Dia Internacional contra a Violencia Machista a Marcha Mundial das Mulleres na Galiza realizou concentracións en distintas cidades da nosa xeográfía coa esperanza de sementar un futuro sen violencia. Aquí tedes algunhas imaxes do que sucedeu.
Coruña:

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Vigo:
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Ferrol:
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Os valores que guían o proxecto

  • O liderado da organización está en mans das mulleres.
  • Todas as rexións do mundo comparten o liderado da acción.
  • Os grupos participantes activos adhírense ás metas, valores e obxectivos e ao plan de acción global, pero son autónomos no tocante á organización das accións nas súas respectivas nacións.
  • Recoñecemos, respeitamos e valoramos a diversidade (das realidades das mulleres, dos países, os enfoques políticos e as estratexias de acción) dos movementos das mulleres.
  • A Marcha Mundial organiza accións masivas, actividades de educación popular, resistencia e mobilizacións a nivel nacional, rexional ou mundial.
  • Estamos a favor da non violencia recoñecendo á vez o dereito á lexítima defensa.

Organizacións participantes

Organizacións participantes na Coordenadora Nacional Galega da MMM

Colectivos Feministas

Colectivos de Organismos Sociais

Departamentos e Secretarías de Organismos Sindicais

Departamentos e Secretarías de Partidos Políticos

A Marcha na Galiza

Actualmente somos 36 organizacións e un número indefinido de mulleres individuais as que conformamos a Coordenadora Galega da Marcha Mundial das Mulleres.

A actividade da Marcha Mundial das Mulleres na Galiza remóntase ao ano 2000, ano no que se constitúe a Coordenadora Galega, e no que participamos na Mobilización Europea celebrada en Bruxelas.

Desde entón, e aínda tendo diferenzas nos campos de actuación e sectores sociais e ideolóxicos aos que representamos, únennos os obxectivos da Marcha Internacional: a loita contra a pobreza e contra a violencia de xénero.

Unha loita que na Galiza pasa por medidas concretas e efectivas que nós sintetizamos nunha táboa reivindicativa que guía todas as actuacións da Coordenadora Galega e nos permita negociar e esixir ás distintas institucións, a súa concretización real.

Desde o seu comezo, a Coordenadora Galega da Marcha Mundial das Mulleres combina a participación nas campañas a nivel mundial (participación nos Encontros Internacionais, Carta Mundial das Mulleres para a Humanidade, Manta Mundial da Solidariedade…) e o deseño de campañas propias axeitadas á nosa realidade máis próxima, nomeadamente arredor das datas do 25 de Novembro, Día Internacional contra a Violencia de Xénero, e do 8 de Marzo, Día Internacional das Mulleres.

Ademais, no ano 2004, Galiza acolleu na cidade de Vigo o Encontro Europeo da Marcha Mundial das Mulleres, no que participaron máis de 40.000 mulleres galegas e de toda Europa.

En outubro deste ano Galiza acollerá o VII Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulleres.

Carta Mundial das Mulleres para a Humanidade

Nós, as mulleres, hai moito tempo marchamos para denunciar e esixir o fin da opresión que vivimos por sermos mulleres e, para afirmar que a dominación, a explotación, o egoísmo e a busca desenfrenada do lucro producen inxustizas, guerras, ocupacións, violencias e deben acabar.

Das nosas loitas feministas e das loitas das nosas antepasadas de todos os continentes, naceron novos espazos de liberdade para nós, para as nosas fillas e fillos, para todas as pequenas e pequenos que, despois de nós camiñarán sobre a Terra.

Estamos construíndo un mundo no cal a diversidade é unha virtude: tanto a individualidade como a colectividade son fontes de crecemento; onde as relacións flúen sen barreiras; onde a palabra, o canto e os soños florecen. Ese mundo considera á persoa humana como unha das riquezas máis preciosas. Un mundo no cal reina a igualdade, a liberdade, a solidariedade, a xustiza e a paz. Nos somos capaces de criar este mundo. Constituimos máis da metade da humanidade. Damos a vida, traballamos, amamos, criamos, militamos, divertímonos. Garantimos actualmente a maior parte das tarefas esenciais para a vida e a continuidade da humanidade. Ainda así, nesta sociedade continuamos sendo oprimidas.

A Marcha Mundial das Mulleres, da cal facemos parte, identifica o patriarcado como un sistema de opresión das mulleres e o capitalismo como un sistema de explotación dunha inmensa maioria de mulleres e homes por parte dunha minoría.

Eses sistemas refórzanse mutuamente. Enraízanse e conxúganse co racismo, o sexismo, a misoxinia, a xenofobia, a homofobia, o colonialismo, o imperialismo, o escravismo e o traballo forzado. Constitúen a base dos fundamentalismos e integrismos que impiden ás mulleres e aos homes seren libres. Xeran pobreza, exclusión, violan os dereitos dos seres humanos, particularmente os das mulleres, e poñen a humanidade e ao planeta en perigo.

NÓS REXEITAMOS ESE MUNDO!!!

Propomos construír outro mundo, onde a explotación, a opresión, a intolerancia e as exclusións non existan máis; onde a integridade, a diversidade, os dereitos e liberdades de todas e todos sexan respectados.

Esta carta baséase nos valores de igualdade, liberdade, solidariedade, xustiza e paz.

IGUALDADE

Todos os seres humanos e todos os pobos son iguais, en todos os dominios e en todas as sociedades. Teñen igual acceso ás riquezas, á terra, a un emprego digno, aos medios de produción, a unha vivenda axeitada, á educación de calidade, á formación profesional, á xustiza, a unha alimentación saudable, nutritiva e suficiente, a servizos de saúde física e mental, a seguridade durante a vellez, a un medio ambiente saudable, á propiedade, a funcións de representación política e de toma de decisións, a enerxia, á auga potable, ao ar puro, aos medios de transporte, ás técnicas, á información, aos medios de comunicación, ao lecer, a cultura, ao descanso, á tecnoloxía e as innovacións científicas.

Ningunha condición humana ou condición de vida xustifica a discriminación.

Ningún costume, tradición, relixión, ideoloxía, sistema económico ou político xustifican que unha persoa sexa posta en situación de inferioridade, nin permitir actos que poñan en perigo a súa dignidade e integridade física ou psicolóxica.

As mulleres son cidadás de pleno dereito, antes de seren conxuxes, compañeiras, esposas, nais ou traballadoras.

As tarefas non remuneradas, ditas femininas, que garanten a vida e a continuidade da sociedade (traballos domésticos, educación, coidado das fillas e fillos e dos familiares) son actividades económicas que crean riqueza e que deben ser valoradas e compartidas.

Os intercambios comerciais entre países son equitativos e non son prexudiciais ao desenvolvemento dos pobos.

Cada persoa ten acceso a un traballo remunerado xustamente, efectuado en condicións seguras e salubres que a permitan vivir dignamente.

LIBERDADE

Todo ser humano vive libre de todo tipo de violencia. Ningún ser humano pertence a outro. Ningunha persoa pode ser obxecto de escravitude, ser forzada ao casamento, ser sometida a traballos forzados, ser obxecto de tráfico e de explotación sexual.

Cada persoa goza de liberdades colectivas e individuais que garantan a súa dignidade, en especial: liberdade de pensamento, de conciencia, de crenza, de relixión; de expresión, de opinión; de vivir libremente e de maneira responsable a súa sexualidade, escoller á persoa con quen compartir a súa vida; de votar, de ser elixida, de participar na vida política; de se asociar, reunir, sindicalizar, manifestarse ; de escoller o seu domicilio, a súa nacionalidade, de escoller o seu estado civil; de seguir os estudos da súa escolla, de escoller a súa profesión e exercela; de se mudar, de dispor da súa persoa e dos seus bens; de escoller o seu idioma de comunicación respectando as linguas minoritarias e as decisións colectivas en canto á lingua de uso e de traballo; de se informar, de aprender cousas novas, intercambiar ideas e ter acceso ás tecnoloxias da información.

As liberdades exércense na tolerancia e no respecto á opinión de cada persoa e dentro de parámetros democráticos e participativos. As liberdades implican responsabilidades e deberes coa comunidade.

As mulleres toman libremente as decisións no que se refire ao seu corpo, a súa sexualidade e a súa fecundidade. Deciden por si mesmas ter ou non descendencia.

A democracia exércese se hai liberdade e igualdade.

SOLIDARIEDADE

A solidariedade internacional é promovida entre as persoas e os pobos sen ningún tipo de manipulación ou influencia.

Todos os seres humanos son interdependentes. Comparten o deber e a vontade de vivir xuntos, de construír unha sociedade xenerosa, xusta e igualitaria, baseada no exercicio dos dereitos humanos, exenta de opresión, de exclusións, e discriminacións, de intolerancia e de violencias.

Os recursos naturais, os bens e os servizos necesarios para a vida de todas e de todos son bens e servizos públicos de calidade aos cales cada persoa ten acceso de maneira igualitaria e equitativa.

Os recursos naturais son administrados polos pobos que viven nos territorios onde eses se encontran, respectando o medio ambiente e actuando para a súa preservación e sustentabilidade.

A economía dunha sociedade está ao servizo daquelas e daqueles que a compoñen. A economía é dirixida á produción e intercambio de riquezas socialmente útiles, que son distribuídas entre todas e todos, que garanten principalmente a satisfación das necesidades colectivas, eliminan a pobreza e aseguran un equilibrio entre o interese xeral e os intereses individuais. A economía garante a soberanía alimentaria. Esta economía oponse á busca exclusiva do lucro e a acumulación privada dos medios de produción, das riquezas, do capital, das terras, das tomas de decisións nas mans dalgúns grupos ou dalgunhas persoas.

A contribución de cada unha e de cada un para a sociedade é recoñecida e independente da función que ocupa. Todas as persoas gozan de dereitos sociais.

As manipulacións xenéticas son controladas. Non existe dereito de propiedade sobre o ser vivo nin sobre o xenoma humano. A clonaxe humana está prohibida.

XUSTIZA

Todos os seres humanos independentemente do seu país de orixe, da súa nacionalidade e do seu lugar de residencia, son considerados cidadás e cidadáns con plenos dereitos humanos (dereitos sociais, económicos, políticos, civís, culturais, sexuais, reprodutivos, ambientais) de forma realmente democrática, igualitaria e equitativa.

A xustiza social baséase nunha redistribución equitativa das riquezas, que elimina a pobreza, limita a riqueza e garante a satisfación das necesidades esenciais da vida, e que apunta a melloría do benestar de todas e todos.

A integridade física e moral de todas e todos está garantida. A tortura, os tratamentos humillantes e degradantes están prohibidos. As agresións sexuais, o estupro, as mutilacións xenitais femininas, as violencias específicas contra as mulleres e o tráfico sexual e de seres humanos son considerados crimes contra a persoa e contra a humanidade.

O sistema xudicial é accesible, igualitario, eficaz e independente.

Cada persoa goza da proteción social necesaria para garantir o seu aceso á alimentación, ao cuidado, a atención á saude, a vivenda axeitada, a educación, a información, e a segridade durante a vellez. Cada persoa ten acceso á renda suficiente para vivir dignamente.

Os servizos de saúde e sociais son públicos, accesibles, de calidade, gratuítos para todos os tratamentos, todas as pandemias, particularmente para a VIH.

PAZ

Todos os seres humanos viven nun mundo de paz. A paz resulta en particular da igualdade entre os sexos, da igualdade social, económica, política, xurídica e cultural, do respecto aos dereitos, da erradicación da pobreza que asegure a todas e todos unha vida digna, exenta de violencia, onde cada persoa ten un traballo e recursos suficientes para se alimentar, ter vivenda, vestirse, instruírse, estar protexida na vellez, ter acceso aos coidados necesarios.

A tolerancia, o diálogo, o respecto da diversidade son garantías de paz.

Todas as formas de dominación, de explotación e de exclusión de parte dunha persoa sobre outra, dun grupo sobre outro, dunha minoira sobre unha maioria, dunha maioria sobre unha minoría, dunha nación sobre outra están rexeitadas.

Todos os seres humanos teñen o dereito de vivir nun mundo sen guerra e sen conflito armado, sen ocupación estranxeira nin base militar. Ninguén ten dereito sobre a vida ou morte das persoas ou dos pobos.

Ningún costume, tradición, ideoloxía, relixión, sistema económico nin político xustifican as violencias.

Os conflitos armados ou non entre os países, comunidades ou pobos son resoltos pola negociación que permite encontrar solucións pacíficas, xustas e equitativas a nivel nacional, rexional e internacional.

Esta Carta Mundial das Mulleres para a Humanidade fai un chamamento a todas as mulleres e homes e a todos os grupos oprimidos do planeta a proclamaren individual e colectivamente o seu poder para transformar o mundo e modificar radicalmente as relacións existentes e transformándoas en relacións baseadas na igualdade, na paz, na liberdade, na solidariedade e na xustiza. Esta Carta chama a todos os movemento sociais e a todas as forzas sociais a axir para que os valores que defendemos sexan verdadeiramente postos en práctica, e para que as instancias de poder político tomen todas as medidas necesarias para a súa aplicación.

Esta Carta fai un chamamento á acción inmediada para mudar o mundo!!!!

Plan Estratéxico 2007-2010

En torno ao VI Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulleres celebrado en Perú no ano 2006, foi xestado o Plan Estratéxico da Marcha para o período 2007-2010.

A metodoloxía do proceso de planificación estratéxica baseouse en dous elementos constitutivos da identidade da MMM: a acción e a relación coas bases. Durante todo o proceso tivéronse en conta os seguintes principios: que fora participativa de todas as coordinadoras nacionais, que reforzase os vínculos entre as nosas axendas internacionais, nacionais e locais, e que resultase dun proceso de reflexión e acción en común.

O plan estratéxico elaborado desdobra os temas fundamentais da loita da Marcha en catro campos de acción:

Ben común e acceso aos recursos:

  • Fomentar a nosa análise sobre os vínculos entre pobreza, violencia contra as mulleres, destrución do medio ambiente, militarización, o sistema neoliberal e os seus impactos na vida das mulleres e sobre a globalización desde unha perspectiva feminista. Acualizar as nosas reivindicacións e desenvolver accións
  • Actuar contra a privatización do ben común favorecer e unha utilización xusta e consciente, particularmente da auga.
  • Reforzar a loita e a mobilización contra a OMC, G8 e os tratados de libre comercio.

Violencia contra as mulleres:

  • Profundizar a nosa reflexión e organizar accións para denunciar a violencia contra as mulleres como arma de control dos corpos, a vida e a sexualidade das mulleres e actualizar as nosas demandas.
  • Profundizar as nosas reflexións e propoñer accións para opoñermonos á mercantilización dos corpos das mulleres.
  • Desenvolver unha axenda permanente de accións e de debates sobre a violencia contra as mulleres desde a MMM.

Paz e desmilitarización:

  • Cotinuar a reflexión e facer accións sobre a desmilitarización do planeta e as reivindicacións que isto implica (fin da carreira armamentística, armas nucleares, a militarización do espazo, peche das bases e acordos militares, desmilitarización dos orzamentos dos estados, fin do terrorismo como forma de guerra, etc.).
  • Actuar para denunciar a impunidade en todas as súas formas, a violación como arma de guerra, a utilización dos corpos das mulleres como botín de guerra e, de forma máis xeral, os vínculos entre militarización e violencia contra as mulleres.
  • Dar a coñecer a análise feminista das causas da guerra e a nosa definición da paz e as nosas reivindicacións.

Traballo das mulleres:

  • Continuar o noso traballo sobre as alternativas económicas feministas e rever as nosas reinvindicacións nese sentido.
  • Denunciar o impacto da globalización neoliberal e patriarcal sobre a vida das mulleres, sobre as condicións de traballo e sobre a súa autonomía financeira.
  • Consolidar a solidariedade entre as mulleres e as loitas entre o Sur e o Norte e entre o Sur e o Sur.
  • Reivindicar a existencia dun sistema de seguridade social universal, a consolidación de empregos con dereitos sociais, igualdade e equidade salarial entre mulleres e homes, condicións axeitadas para a produción e a comercialización para as labregas, artesás, e pequenas comerciantes, acceso ao emprego para as mulleres, acceso á terra e aos recursos.
  • Reivindicar a valorización do traballo reprodutivo, a repartición igualitaria deste traballo entre mulleres e homes e a súa responsabilidade colectiva.
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